"São as pessoas que habitualmente me cercam, são as almas que, desconhecendo-me, todos os
dias me conhecem com o convívio e a fala, que me põem na garganta do espírito o nó salivar
do desgosto físico. É a sordidez monótona da sua vida, paralela à exterioridade da minha, é a
sua consciência íntima de serem meus semelhantes, que me veste o traje de forçado, me dá a
cela de penitenciário, me faz apócrifo e mendigo."
* * *
39.
"Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da
minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o
que sente e o que vê."
"E, por fim, tenho sono, porque, não sei porquê, acho que o sentido é dormir."
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