"Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como
escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma
norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos
outros.
Analisando-me à tarde, descubro que o meu sistemade estilo assenta em dois princípios, e
imediatamente, e à boa maneira dos bons clássicos, erijo esses dois princípios em fundamentos
gerais de todo estilo: dizer o que se sente exactamente como se sente - claramente, se é claro;
obscuramente, se é obscuro; confusamente, se é confuso - ; compreender que a gramática é
um instrumento, e não uma lei."
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